Palestras, mesas de debate, participação de especialistas de renome nacional e internacional e uma gama de conhecimentos essencial para quem quer se aprimorar e conquistar um lugar de destaque no mercado de trabalho. Essa foi a III Convenção Anual do Sistema Cofeci-Creci (Convensi), que reuniu corretores de imóveis de todos os estados brasileiros durante três dias (15, 16 e 17 de setembro), em Fortaleza, no Ceará, em um evento que é considerado o mais importante do setor no país.

Como em todos os anos, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Sergipe (Creci-SE) prestigiou a Convenção, com uma comitiva formada por cerca de 40 profissionais. Para o presidente da regional sergipana, Sérgio Sobral, a oportunidade de conhecer ideias e projetos que podem favorecer a atuação do corretor no mercado é uma das principais características do encontro.

“O Sistema Cofeci-Creci está de parabéns pela organização, pela escolha dos temas e dos palestrantes. Sem dúvida alguma, quem teve a oportunidade de participar da Convensi, sai daqui com o leque de conhecimentos muito maior”, elogia. O presidente, que também é diretor secretário do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), destacou as palestras que trouxeram temas como tecnologia e empreendedorismo, dois assuntos atuais e que precisam ser muito bem compreendidos pelos profissionais.

“A tecnologia é uma aliada do corretor de imóveis, que pode usar as diversas ferramentas que ela oferece a favor do seu trabalho. Quanto ao empreendedorismo, acredito que será um caminho promissor para a categoria, especialmente depois da aprovação do Novo Simples Nacional, que deve impulsionar a formalização dos nossos profissionais, visto que as vantagens são bastante atrativas”, aposta.

PALESTRAS

A programação da III Convensi, que agrega paralelamente o VI Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis (Enbraci) e Congresso Internacional do Mercado Imobiliário (Cimi), contou com nomes de destaque, em especial a palestra de abertura, conduzida pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro João Augusto Nardes. Em sua fala, ele destacou a governança na gestão pública e nos conselhos de fiscalização profissional, mostrando quais os pontos de crescimento e declínio que o Brasil passa.

“Os corretores têm um grande desafio, pois o Brasil precisa crescer para que eles façam as suas vendas. Só que esse crescimento tem que acontecer com governança, de forma ordenada, planejada e estruturada. Por isso é importante fazer essa avaliação do país, para que os profissionais saibam onde podem colaborar com esse desenvolvimento e quais as vantagens que a categoria terá com esse avanço”, analisa.

Para ele, a união dos corretores é o ponto inicial para que essa mudança ocorra efetivamente. “Um congresso como este é uma forma de unificar os segmentos para que se estabeleça um horizonte em termos de futuro. Como presidente do TCU, vim mostrar os gargalos que existe em cada setor, e espero que esta explanação tenha orientado e quem esteve na Convensi e possa incentivar que a categoria busque maneiras para driblas as adversidades e conquistar cada vez mais um espeço no mercado de trabalho”, afirmou o ministro.

EXPECTATIVA SUPERADA

Quem esteve nos três dias de palestra da III Convenção Anual do Sistema Cofeci-Creci levou para casa experiências e conhecimentos que serão essenciais para a qualificação profissional. Na opinião do presidente do Conselho Federal, João Teodoro, a expectativa para o evento foi superada. “A gente se planejou para oferecer o que há de melhor em termos de especializações nos diversos setores do mercado imobiliário. E o auditório lotado durante os três dias é a prova de que o evento foi aprovado pelos corretores”, analisa, animado também com os rumos que a categoria tem seguido nos últimos tempos.

“As nossas estimativas dizem que a cadeia produtiva do mercado imobiliário representa um dos maiores segmentos participativos do produto interno brasileiro (PIB), em torno de 18%. E nós não podemos esquecer que os corretores estão na ponta desse segmento, fazendo movimentar a máquina. Tem muitos anos que estamos reforçando isso, mas somente em 2004 que os governos passaram a dar atenção maior ao setor, concedendo financiamentos imobiliários de modo a atender a necessidade e a expectativa da sociedade brasileira. Ainda há muito que crescer, mas estamos no caminho”, aposta João Teodoro.