Conselho conversou com major da RP para orientar melhor os profissionais no quesito segurança pessoal

Preocupado com os casos de violência registrados no Estado, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Sergipe (CRECI/SE) conversou com o comandante do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), major Vitor Anderson de Moraes Santos, e traz algumas dicas de segurança pessoal para que os profissionais possam se prevenir e evitar cair em situações perigosas.

“A prevenção é tudo, principalmente, para os corretores que estão mais vulneráveis porque ficam sozinhos em um ambiente com uma pessoa que muitas vezes pode ser alguém mal intencionado, um falso cliente. O ideal é não deixar ser abordado, ou seja, se certificar de que o possível comprador é uma pessoa de boa índole”, afirma o major Vitor.

De acordo com o Oficial, antes de agendar uma visita, o corretor deve verificar quem é o cliente. “Conhecer o comprador é fundamental e existem meios simples de fazer isso. A consulta livre no site do Tribunal de Justiça é um deles. Através dela, é possível checar se uma pessoa possui processo, mandado de prisão ou obrigação penal. Existe também o aplicativo Sinesp Cidadão, disponível para Android e IOS, onde o corretor pode fazer uma busca por nome e saber se o futuro cliente possui mandado de prisão. Baseado nessas informações, o profissional terá uma ideia de com quem está lidado e analisará se é seguro realizar uma visita ao lado desse cliente”, detalha.

Outro cuidado importante, segundo o major, está relacionado ao momento da visita ao imóvel e garante a segurança do profissional e do cliente. “É preciso conhecer o bairro, saber se a região possui um alto índice de criminalidade. Essa pesquisa pode ser feita no Google ou diretamente no site da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Realizando essa busca, o profissional terá uma noção do número e tipo de ocorrências registradas naquele local. E, verificando que o bairro possui grande incidência criminal, o corretor pode se dirigir ao posto policial ou delegacia da localidade e conversar com algum policial, explicando que pretende visitar uma residência nas proximidades e gostaria de saber se há risco. Lá, o corretor pode solicitar ainda o número da unidade para que possa entrar em contato numa emergência”, explica Vitor de Moraes.

O major destacou ainda que as corretoras devem ter atenção redobrada para se proteger de situações indesejáveis. “No caso das corretoras de imóveis, além das pesquisas, é interessante que, em um bairro mais crítico, essa profissional possa estar acompanhada por um colega. A presença de um homem pode não inibir um ato criminoso, mas certamente irá impedir alguma ação desagradável”, finaliza o comandante.

O presidente do CRECI/SE, Sérgio Sobral, ressalta a importância da prevenção. “O Conselho atua em defesa do exercício legal da profissão, sem deixar de se preocupar com a segurança do profissional. É nosso papel alertar a categoria sobre os ricos que podemos correr. Lidamos como diversas pessoas e visitamos vários locais, por isso, acredito que sempre devemos nos cercar de medidas de precaução e proteção”, frisa Sobral.

Cliente

O Conselho aproveita o tema para reafirmar que só o verdadeiro corretor de imóveis pode oferecer segurança durante a transação imobiliária. Para evitar problemas e não cair nas mãos de contraventores, o cliente deve conferir se o corretor está registrado no CRECI, pois essa é garantia de que ele está lidando com um profissional sério e habilitado. Para verificar o registro, é só acessar o site do CRECI-SE (https://crecise.gov.br/) e pesquisar por corretores inscritos.