O Google apresentou uma pesquisa exclusiva com brasileiros que se mudaram recentemente ou estão à procura de uma nova casa, sinalizando a recuperação do mercado imobiliário. Segundo o presidente do Sistema Cofeci Creci, João Teodoro, este aquecimento do mercado está atrelado não só a mudança de comportamento, como também ao ambiente favorável criado pelo Governo Federal, e ao uso da tecnologia incorporado pelos Corretores de Imóveis em todo o Brasil.

As vendas on-line, que já se apresentavam como uma tendência importante antes mesmo da pandemia, devem aumentar ainda mais após-crise. Os profissionais do segmento imobiliário devem usar cada vez mais a internet para prospectar clientes, gerar leads e fechar vendas. O consumidor dará preferência às empresas que têm uma plataforma digital, com agilidade na resolução de suas questões e problemas. Também se destacam aquelas que possuem integração com portais de anúncio e chatbots, que tornam o atendimento ainda mais prático.

Além das negociações é possível encaminhar documentações e concluir a assinatura de contratos de forma on-line. Até mesmo o registro imobiliário pode ser feito desta maneira. “Todas as modalidades virtuais tendem a crescer e serão mantidas mesmo diante de um ‘novo normal’ e aqueles que não estiverem preparados para utilizar estas ferramentas deverão perder espaço no mercado de trabalho”, afirma João Teodoro.

A casa própria continua sendo o sonho do brasileiro, mas o imóvel também passou a ser uma opção segura de investimento e aumentou o número de investidores que procuram ter uma renda extra com o aluguel de imóveis —assim como ganhos de capital numa venda futura—, apresentando-se como uma das alternativas promissoras ao fim da era de retornos fáceis e seguros dos títulos públicos.

Um dos principais motivos para a estabilidade do setor é a queda da taxa Selic que faz com que os financiamentos sejam facilitados e contribui para que as pessoas saiam em busca da casa própria ou de um investimento seguro e durável. Na prática, a Selic diminui o valor das prestações e muitas pessoas (das mais diversas faixas de renda) se sentem motivadas a financiar pelos sistemas financeiros de habitação.

Assim somando-se todos estes fatores ao desejo de morar bem, com segurança e mais qualidade de vida, o mercado imobiliário deverá manter esta trajetória de crescimento durante e após-crise.